48 policiais de Hyogo disciplinados em 2025, maior número em dez anos

Recorde de policiais disciplinados em Hyogo preocupa população japonesa

Número de agentes punidos em 2025 é o mais alto em uma década, levantando questões sobre conduta e confiança na instituição

A Polícia da Província de Hyogo, no Japão, impôs medidas disciplinares a 48 de seus agentes no ano de 2025, o maior número registrado nos últimos dez anos. A série de casos, que inclui desde condutas antiéticas até crimes, foi divulgada pela própria instituição e gerou forte reação de desconfiança e insatisfação por parte da população local.

Os incidentes se acumularam ao longo do ano. Em janeiro, a corporação descobriu que seis sargentos realizaram um churrasco dentro de um posto policial residencial. Após consumirem bebidas alcoólicas, eles moveram viaturas e outros veículos para usar os faróis como iluminação para a festa. Dois dos envolvidos foram demitidos, e os outros quatro receberam cortes salariais.

Em maio, mais oito policiais, incluindo um inspetor, foram punidos com reduções de pagamento após serem flagrados jogando em seus smartphones enquanto estavam de serviço em uma delegacia. Outro caso grave ocorreu em outubro, quando um sargento e um agente foram presos por posse de maconha e, consequentemente, expulsos da corporação.

A lista de infrações continua com assédio moral. Em novembro, um superintendente que atuava como chefe de uma delegacia foi repreendido por gritar e humilhar um subordinado na frente de outros colegas. Além disso, um grupo de nove policiais, incluindo membros de uma equipe de investigação móvel e da delegacia de Ikuta, foi indiciado por suspeita de envolvimento em jogos de azar em cassinos online. Um deles, que teria realizado mais de 3.100 apostas, foi suspenso por seis meses.

Em um episódio separado, a Divisão de Assuntos Externos da polícia puniu 18 oficiais. Nove eram investigadores que, durante o horário de trabalho, repetidamente frequentavam bares para beber ou salões de pachinko (um tipo de jogo de fliperama). Eles alegaram que a prática era uma forma de “passar o tempo” durante longas esperas em serviço. Os outros nove punidos eram supervisores considerados responsáveis por falha na fiscalização. Um dos investigadores principais admitiu ter bebido durante o expediente cerca de 30 vezes.

A sucessão de escândalos provocou indignação entre os moradores de Hyogo. Um homem de 40 anos, de Kobe, declarou que o comportamento dos policiais é “indolente” e “inaceitável”, uma vez que são autoridades que deveriam fazer cumprir a lei. Uma mulher de 30 anos, de Himeji, questionou se tais condutas seriam comuns e corriqueiras entre os policiais, expressando que isso só aumenta a desconfiança da população na instituição.

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