Uma reportagem do jornal Sanyo Shimbun, publicada no contexto das eleições para a Câmara dos Conselheiros de 2025, revela que trabalhadores estrangeiros, especialmente os brasileiros, continuam sendo usados como válvula de escape pelas empresas japonesas em períodos de crise econômica. A matéria cita a cidade de Oizumi, na província de Gunma, onde fábricas da Subaru e de outras grandes empresas atraíram nikkeis brasileiros desde a década de 1990. Hoje, cerca de 20% dos aproximadamente 40 mil habitantes do município são estrangeiros, em sua maioria brasileiros.
Segundo a reportagem, quando a economia desacelera, esses trabalhadores são os primeiros a serem demitidos, mesmo após anos de contribuição. A crítica ao programa de treinamento técnico (ginou jisshusei) motivou a criação de um novo sistema, que deve entrar em vigor em breve. No entanto, especialistas ouvidos pelo jornal alertam que a operação do novo modelo pode manter os mesmos problemas de instabilidade e falta de proteção.
Para os brasileiros que vivem no Japão, a situação é um alerta. Muitos dependem de empregos em fábricas e setores como construção e limpeza, áreas que costumam ser as mais afetadas em recessões. A falta de estabilidade no emprego impacta diretamente a renovação de visto, o acesso à moradia e a permanência da família no país.
A matéria também destaca que, apesar das críticas, o governo japonês tem sido lento em criar políticas efetivas de integração e proteção social para estrangeiros. Enquanto isso, comunidades como a de Oizumi seguem crescendo e exigindo respostas concretas para questões de trabalho, educação e saúde.
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Fonte: 山陽新聞 — resumo original em português.
Imagem de destaque: reprodução/山陽新聞.

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