Uma pesquisa da Associação Japonesa de Prevenção de Doenças Relacionadas ao Estilo de Vida, divulgada em outubro de 2026, revelou uma diferença preocupante entre médicos e pacientes no Japão. Enquanto 87% dos médicos dizem que os pacientes deveriam prestar mais atenção à hemoglobina A1c nos exames de saúde, 68,7% dos entrevistados afirmam que dão mais importância à glicose medida na hora do exame.
Para quem vive no Japão, isso importa diretamente. A glicose mostra apenas o momento da coleta e pode variar ao longo do dia. Já a hemoglobina A1c reflete a média dos últimos um a dois meses e não sofre influência da alimentação do dia do exame. Segundo os médicos, é ela que ajuda a identificar o chamado “pré-diabetes”, quando a glicose de jejum ainda parece normal, mas o corpo já dá sinais de alerta.
O problema é que 40,3% dos entrevistados disseram não conhecer a hemoglobina A1c — o maior índice de desconhecimento entre os itens avaliados. Entre os que só ouviram falar do termo, apenas 29,2% a consideram importante, contra 70,8% entre os que entendem seu significado.
Na prática, ao fazer o check-up anual no Japão, vale conferir se o resultado inclui a hemoglobina A1c e perguntar ao médico o que ele significa para o seu caso. Brasileiros com histórico familiar de diabetes, alimentação rica em carboidratos ou pouco tempo para exercícios devem ficar ainda mais atentos. Em situações de desastre, como terremotos e chuvas fortes, os médicos também alertam que o controle da glicemia tende a piorar, o que reforça a importância de acompanhar esse indicador antes de emergências.
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Fonte: 共同通信PRワイヤー — resumo original em português.
Imagem de destaque: reprodução/共同通信PRワイヤー.

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