Goldman Sachs planeja mega-investimento de US$ 5,1 bilhões no mercado corporativo japonês
Estratégia de uma década focará em empresas de médio porte, buyouts e sucessão familiar
O Goldman Sachs Group está preparando uma grande ofensiva de investimentos no Japão. O banco de Wall Street planeja injetar aproximadamente 800 bilhões de ienes (cerca de US$ 5,1 bilhões) ao longo da próxima década no dinâmico mercado de fusões e aquisições (M&A) do país, com atenção especial voltada para empresas de médio porte.
Segundo a estratégia divulgada, os recursos serão destinados a capturar oportunidades em operações lideradas pela gestão (management buyouts), venda de subsidiárias e planejamento de sucessão empresarial. O banco pretende acelerar seu ritmo de investimentos no país, que segundo executivos, pode ser de duas a três vezes maior do que nos anos anteriores.
Os negócios-alvo do Goldman estão na faixa de valor entre 30 bilhões e 300 bilhões de ienes. O banco identificou uma forte demanda de investidores institucionais globais por ativos japoneses, ao mesmo tempo em que muitas empresas locais buscam capital e orientação para reestruturações e expansão internacional.
Este movimento se alinha a um otimismo mais amplo com o mercado de M&A global, que em 2025 atingiu cerca de US$ 4,5 trilhões em volume, o segundo maior já registrado. Executivos do setor, inclusive do Goldman Sachs, projetam que 2026 pode ser um ano ainda mais forte, especialmente na região Ásia-Pacífico, liderada por Japão e China.
O compromisso de longo prazo do Goldman no Japão não é novo, mas representa um retorno fortalecido. A instituição foi pioneira em private equity no país nas décadas de 2000 e 2010, com aquisições emblemáticas como a da Universal Studios Japan. Após um período de atividade reduzida, o banco retomou suas operações de forma mais agressiva a partir de 2020. Um de seus movimentos recentes mais notáveis foi a aquisição das operações japonesas da rede Burger King por cerca de 70 bilhões de ienes.
O anúncio ocorre em um momento de atratividade renovada do mercado japonês para investidores estrangeiros, impulsionado por políticas governamentais pró-crescimento e pelo desempenho sólido do índice Nikkei. Analistas do próprio Goldman Sachs projetam que as ações japonesas podem ter uma valorização média anual de 8,2% na próxima década, superando a expectativa para o mercado americano.
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