A máxima de que ‘segurança econômica é segurança nacional’ redefine atuação pública e privada.

Segurança Econômica: Japão Redesenha Fronteiras entre Estado e Mercado

A máxima “segurança econômica é segurança nacional” demanda uma nova forma de planejamento tanto para o governo quanto para as empresas.

A essência da segurança econômica está em redesenhar as linhas que separam o setor público do setor privado. A ideia de que “a segurança econômica é segurança nacional” não representa apenas um chamado para que os governos considerem mais variáveis em seu processo decisório. Ela também exige que os planejadores corporativos façam o mesmo, incluindo, de forma mais fundamental, os interesses de longo prazo do Estado em suas estratégias.

Essa abordagem integrada pressupõe uma colaboração mais estreita e um alinhamento de objetivos que vão além dos lucros trimestrais ou das políticas de um único mandato. Trata-se de uma visão de futuro onde a resiliência da cadeia produtiva, a autonomia em tecnologias críticas e a estabilidade do sistema financeiro são entendidas como pilares da soberania e da defesa nacional.

Para as empresas japonesas, historicamente focadas em eficiência e mercados globais, isso implica internalizar variáveis geopolíticas e de segurança em seus investimentos e parcerias. Para o governo, significa formular políticas que protejam ativos estratégicos sem asfixiar a inovação e a competitividade do setor privado. O desafio está em encontrar o equilíbrio neste novo paradigma.

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