Elevação do mar agrava risco de contaminação nuclear nas Ilhas Marshall
Líderes locais intensificam apelos para que grandes nações poluidoras enfrentem a crise climática
O constante aumento do nível do mar está amplificando preocupações históricas com a contaminação radioativa nas Ilhas Marshall, uma herança dos testes nucleares realizados no passado. A situação levou líderes comunitários a renovarem, com urgência, seus apelos para que as principais nações emissoras de poluentes cumpram sua parte no combate às mudanças climáticas.
O fenômeno da elevação dos oceanos, acelerado pelo aquecimento global, ameaça liberar e espalhar resíduos nucleares enterrados ou contidos em estruturas vulneráveis, representando um perigo crescente para o meio ambiente e a saúde da população local. As águas que cercam o arquipélago já carregam o legado tóxico de dezenas de testes atômicos realizados durante o século passado.
Autoridades das Ilhas Marshall destacam que a crise climática, da qual são vítimas sem contribuição significativa, agora se soma ao fardo tóxico que carregam há décadas. Eles exigem que os países industrializados, maiores responsáveis pelas emissões de gases de efeito estufa, assumam a liderança na mitigação dos efeitos climáticos e na proteção das nações insulares mais vulneráveis.
A situação coloca em evidência a interseção perigosa entre danos ambientais históricos e a emergência climática contemporânea, criando uma crise multidimensional para os habitantes do Pacífico. A comunidade internacional é pressionada a agir não apenas pela redução das emissões, mas também pela assistência técnica e financeira para lidar com esta dupla ameaça.
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