Bloco comercial do Pacífico planeja novo fórum para enfrentar restrições a minerais críticos

Países do acordo comercial trans-Pacífico preparam diálogo contra coerção econômica

Mecanismo busca respostas coordenadas a restrições de exportação e tarifas punitivas, com foco em minerais essenciais para a transição energética

Os países integrantes do principal pacto de livre-comércio da região Ásia-Pacífico estão considerando a criação de um novo quadro de diálogo especificamente voltado para combater a chamada “coerção econômica”, segundo informações de fontes diplomáticas. A iniciativa visa desenvolver respostas coordenadas a práticas como a imposição de restrições à exportação de minerais críticos e aumentos abruptos de tarifas, que têm se tornado mais frequentes nas tensões comerciais globais.

O acordo comercial trans-Pacífico, conhecido originalmente como Parceria Transpacífica (TPP) e hoje como Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica (CPTPP), reúne economias importantes como Japão, Canadá, Austrália, México, Chile, Peru, Singapura, Vietnã, Malásia, Brunei e Nova Zelândia. Juntos, esses países representam uma parcela significativa do comércio global.

A discussão sobre a criação deste mecanismo ocorre em um momento de crescente preocupação com a segurança no fornecimento de minerais críticos, essenciais para a fabricação de baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e uma série de tecnologias de transição energética. Práticas como controles de exportação desses recursos estratégicos têm sido utilizadas como instrumento de pressão em disputas econômicas mais amplas.

O novo quadro de diálogo, ainda em fase de concepção, teria como objetivo principal estabelecer canais de comunicação e protocolos de ação entre os membros do bloco para prevenir e responder a essas medidas coercitivas. A ideia é fortalecer a resiliência econômica coletiva e desincentivar o uso de barreiras comerciais como ferramenta de pressão geopolítica.

A necessidade de uma abordagem conjunta se torna ainda mais evidente quando se observa a complexidade das cadeias de suprimentos modernas, que frequentemente cruzam as fronteiras de vários dos países membros do acordo. Uma ação restritiva contra um membro pode afetar toda a rede produtiva, impactando a competitividade e a segurança energética do grupo.

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