Famílias exigem comissão real para investigar aumento de antissemitismo na Austrália

Famílias de vítimas de Bondi pedem comissão real para investigar antissemitismo

Apelo ao primeiro-ministro australiano ocorre após ataque terrorista em evento de Hanukkah que deixou 15 mortos

As famílias das vítimas do ataque a tiros na praia de Bondi, em Sydney, enviaram um apelo urgente ao primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, pedindo a criação imediata de uma comissão real de inquérito. O objetivo é investigar o que chamam de “rápido aumento do antissemitismo” no país e examinar as falhas que permitiram o massacre ocorrido em 14 de dezembro.

O ataque, descrito pelas autoridades como um ato de terrorismo antissemita, foi perpetrado por um pai e seu filho, Sajid e Naveed Akram. Eles teriam como alvo uma celebração de Hanukkah, resultando em 15 mortos e dezenas de feridos. Em uma carta divulgada na segunda-feira, 17 famílias afetadas pela tragédia exigiram que o governo estabeleça uma investigação pública e independente, conhecida como Commonwealth Royal Commission.

O documento solicita que a comissão analise especificamente as falhas nas áreas de aplicação da lei, inteligência e políticas públicas que, segundo as famílias, culminaram no ataque à praia de Bondi. As famílias alertaram que, sem uma ação decisiva para conter a onda de antissemitismo, mais vidas poderão ser perdidas no futuro.

Acompanhe mais atualizações no Japão em Pauta.