Deficiência de cuidados: crise de mão de obra atinge instituições japonesas
Salários abaixo da média de outros setores dificultam a atração e retenção de profissionais
Uma crise de mão de obra aflige o setor de apoio a pessoas com deficiência no Japão, com mais de 80% das instituições enfrentando dificuldades para contratar e manter funcionários, conforme apurou uma pesquisa recente. O estudo, realizado por um grupo de apoio aos deficientes, aponta que a principal causa do problema é a disparidade salarial em relação a outras indústrias.
A pesquisa, conduzida em âmbito nacional, revela um cenário preocupante para a sustentabilidade dos serviços essenciais. A remuneração oferecida no setor, frequentemente inferior à média do mercado, não consegue competir com outras áreas, levando a uma rotatividade alta e a vagas permanentes. Especialistas alertam que a escassez de profissionais qualificados pode comprometer a qualidade do atendimento e sobrecarregar os trabalhadores remanescentes, criando um ciclo vicioso de desgaste e novas demissões.
As instituições afetadas incluem centros de dia, residências assistidas e oficinas de emprego adaptado, que desempenham um papel crucial na inclusão social e no bem-estar de milhares de japoneses. A situação coloca em risco a continuidade de serviços que muitas famílias dependem, destacando a necessidade de uma revisão nas políticas de valorização profissional do setor. A discussão agora se volta para possíveis intervenções governamentais e incentivos que possam equilibrar a competitividade salarial e assegurar a prestação contínua desses cuidados fundamentais.
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