Moeda em colapso desencadeia onda de protestos no Irã
Crise econômica aguda leva população às ruas e provoca mudança no comando do banco central
Os maiores protestos no Irã em três anos tomaram as ruas de Teerã nesta segunda-feira, impulsionados por uma grave crise econômica marcada pela desvalorização recorde da moeda nacional. A escalada da tensão ocorreu simultaneamente à renúncia do presidente do Banco Central do país, em um claro reflexo da pressão interna.
O rial iraniano atingiu seu nível mais baixo de todos os tempos em relação ao dólar americano, aprofundando uma crise inflacionária que já corroia o poder de compra da população há meses. A queda vertiginosa da moeda serviu como estopim para que milhares de iranianos fossem para as ruas, em um raro e significativo ato de manifestação pública de descontentamento.
A renúncia do chefe do banco central, anunciada no mesmo dia, agrega um componente institucional à crise. Analistas locais interpretam a saída como uma resposta direta às dificuldades em estabilizar a economia e conter a disparada do dólar no mercado paralelo, um termômetro importante da confiança popular no sistema financeiro nacional.
As manifestações, consideradas as mais expressivas desde 2019, destacam o crescente mal-estar social frente a sanções internacionais e políticas econômicas que não conseguem frear a deterioração do cenário interno. A situação coloca o governo diante de um duplo desafio: acalmar os mercados e responder aos anseios da população que clama por alívio imediato.
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