Mesmo liberais no PLD evitam criticar a popular primeira-ministra Takaichi

Críticos no partido de governo japonês silenciam diante da popularidade de Takaichi

Fim das facções e apoio público recorde contêm vozes dissidentes no PLD

Poucos membros do Partido Liberal Democrata (PLD), mesmo os considerados mais liberais, ousam criticar abertamente sua líder ultraconservadora e primeira-ministra, Sanae Takaichi, diante de um apoio público que se mantém em patamares elevados. Observadores apontam que, com o fim das facções partidárias tradicionais – com exceção da liderada pelo vice-presidente Taro Aso – devido ao seu envolvimento em escândalos de caixa dois, os críticos de Takaichi encontram dificuldade para canalizar suas vozes e criar uma oposição organizada.

Nesta quinta-feira, o Conselho Geral do partido aprovou por unanimidade o projeto de orçamento inicial para o ano fiscal de 2026, proposto pelo governo Takaichi. O plano, que prevê as maiores despesas de conta geral da história, foi avalizado mesmo com preocupações sobre a política de gastos agressiva da premiê e seu potencial impacto na já frágil disciplina fiscal do país.

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