Artigo critica postura hesitante do Ocidente no apoio à Ucrânia contra a Rússia

Especialista pede mudança de postura do Ocidente para garantir vitória ucraniana

Em análise, Chrystia Freeland critica hesitação histórica e defende apoio decisivo à Ucrânia

Há mais de uma década, grande parte do Ocidente tem ponderado como gerir aquilo que considerava ser a inevitável subordinação da Ucrânia à Rússia. Embora tenham afirmado repetidamente que estão ao lado de Kiev e que a apoiariam pelo tempo que fosse necessário, as potências ocidentais falharam consistentemente em fornecer o apoio necessário para uma vitória ucraniana, chegando a desencorajar o uso efetivo dos próprios recursos de defesa do país.

É tempo de mudar esse paradigma de meio-termo, argumenta a analista. É preciso reconhecer que a Ucrânia pode vencer esta guerra e que uma vitória ucraniana está nos interesses do Ocidente geopolítico. Com base nisso, a comunidade internacional precisa conceber um plano concreto para uma vitória da Ucrânia sobre a invasão russa.

O derrotismo ocidental começou com a invasão da Crimeia em 2014, quando o Ocidente pediu aos ucranianos que se contivessem e aceitou tacitamente o controlo russo da península. Na véspera da invasão em grande escala de 2022, os preparativos limitavam-se a apoiar uma longa guerra de guerrilha contra a ocupação, com cautela no fornecimento de armas por receio de que caíssem em mãos russas. No momento em que os tanques do Kremlin cruzaram a fronteira, a oferta ao presidente Volodymyr Zelenskyy foi uma rota de fuga para liderar um governo no exílio, em vez de um apoio bélico maciço e imediato.

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