Takaichi inicia 2026 com popularidade recorde e agenda carregada de desafios
Primeira-ministra japonesa busca consolidar reformas após início bem-sucedido do governo
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, inicia 2026 com os mais altos índices de aprovação para um gabinete nos últimos anos, mas enfrenta o desafio de transformar essa popularidade inicial em resultados concretos para a população. Em sua mensagem de Ano Novo, Takaichi prometeu pressionar por reformas necessárias sem medo da mudança, com o objetivo de construir um Japão forte e próspero onde as gerações mais jovens possam acreditar no futuro.
Desde que assumiu o cargo em outubro, a primeira-ministra destacou que seu governo priorizou a resposta ao aumento dos preços que afeta a população. Durante a sessão extraordinária da Dieta (parlamento japonês), seu governo conseguiu aprovar o orçamento suplementar para o ano fiscal de 2025, cumprindo promessas feitas à nação. O plano destinou aproximadamente 8,9 trilhões de ienes para medidas de segurança no cotidiano das pessoas e resposta à inflação, com auxílios para contas de energia e subsídios para gasolina e diesel.
Além das questões econômicas, Takaichi herda um complexo cenário de segurança regional, que ela descreveu como o mais severo e complexo desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Nesse contexto, o governo aprovou um recorde orçamento de defesa superior a 9 trilhões de ienes para 2026, focando no fortalecimento de capacidades de contra-ataque e defesa costeira. A primeira-ministra também tem trabalhado para elevar o perfil diplomático do Japão, participando de diversas cúpulas internacionais e lançando iniciativas como o Diálogo “Ásia Central mais Japão”.
No plano doméstico, a gestão parlamentar representa um desafio constante. O bloco governista, formado pelo Partido Liberal Democrático de Takaichi e seu parceiro de coalizão, o Partido da Inovação do Japão, mantém uma maioria muito apertada na Câmara Baixa e continua em minoria na Câmara Alta. Essa fragilidade tem levado a especulações sobre a possibilidade de eleições antecipadas em 2026, com analistas apontando que Takaichi poderá considerar a dissolução da Câmara dos Representantes se mantiver altos índices de aprovação.
A primeira-ministra também sinalizou uma agenda voltada para o crescimento estratégico, com investimentos em inteligência artificial, robótica, energia de fusão e conteúdo cultural japonês. Paralelamente, seu governo estuda medidas para enfrentar o declínio populacional, considerado uma “emergência silenciosa”, incluindo a revisão de políticas de imigração.
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