Estados Unidos capturam Nicolás Maduro em ataque militar à Venezuela
Operação noturna em Caracas extrai presidente e primeira-dama para serem julgados por narcoterrorismo nos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nas primeiras horas deste sábado (3) a captura e a retirada do território venezuelano do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A operação, descrita por Trump como um “ataque em grande escala”, ocorreu após uma série de explosões registradas em bases militares e áreas civis de Caracas e dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Em um comunicado nas redes sociais, Trump afirmou que a operação foi bem-sucedida e que mais detalhes seriam fornecidos em uma coletiva de imprensa.
Segundo fontes oficiais norte-americanas, a operação que resultou na captura de Maduro foi executada pela Força Delta, uma unidade de operações especiais do Exército dos Estados Unidos. O plano recebeu autorização final do presidente Trump dias antes do ataque. A ação marca o ápice de meses de pressão militar e diplomática crescente contra o governo de Caracas, que incluiu o envio de porta-aviões e o início de uma campanha de ataques no Caribe contra o que Washington classifica como narcotráfico ligado ao regime.
A fiscal-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, confirmou que Maduro e sua esposa foram formalmente acusados perante um tribunal do Distrito Sul de Nova York. As acusações incluem conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse de armas automáticas e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos. Bondi declarou que os dois “em breve enfrentarão toda a fúria da justiça americana em solo americano”. O secretário de Estado, Marco Rubio, informou a um senador que Maduro foi preso para ser julgado por acusações criminais nos EUA e que não se antecipa nenhuma ação adicional na Venezuela.
Do lado venezuelano, a vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou, em entrevista à televisão estatal, que o governo desconhece o paradeiro de Maduro e de Cilia Flores. Rodríguez exigiu do governo Trump “prova de vida imediata” do casal presidencial. O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, classificou o ataque como “baixo e covarde” e declarou que as forças armadas venezuelanas estão sendo mobilizadas. O governo venezolano emitiu um comunicado denunciando uma “gravíssima agressão militar” e decretou estado de emergência, convocando seus apoiadores a irem às ruas.
Ataques aéreos foram reportados em locais como a Base Aérea Generalísimo Francisco de Miranda (La Carlota), o Forte Tiuna (principal quartel-general militar em Caracas) e o porto de La Guaira. Testemunhas relataram explosões intensas, colunas de fumaça e aeronaves sobrevoando a baixa altitude por volta das 2h da manhã (hora local). Algumas áreas da capital ficaram sem energia elétrica.
A comunidade internacional começou a reagir ao evento. A Rússia condenou o que chamou de “violação inaceitável da soberanía” e pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU. México e Cuba também emitiram condenações fortes, classificando a ação como terrorismo de Estado. A União Europeia, por meio de sua chefe de diplomacia, Kaja Kallas, pediu moderação e respeito ao direito internacional, reiterando que não reconhece a legitimidade de Maduro. O governo brasileiro convocou uma reunião de emergência para analisar a situação.
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