EUA realizam operação militar complexa para capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Operação Resolução Absoluta: a captura de Maduro pelos Estados Unidos

Ação militar complexa mobilizou tropas de elite, inteligência e meses de preparação para retirar o líder venezuelano de Caracas

Em uma operação militar secreta de alta complexidade, forças dos Estados Unidos capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cília Flores, na madrugada de sábado, 3 de janeiro. A ação, batizada de “Operação Resolução Absoluta”, foi anunciada pelo presidente americano Donald Trump em suas redes sociais e culminou com a transferência do casal para Nova York, onde enfrentarão acusações federais por narcoterrorismo.

O planejamento para uma das operações mais audaciosas da história militar recente dos EUA durou meses, segundo autoridades americanas. A Agência Central de Inteligência (CIA) infiltrou espiões próximos a Maduro, monitorando cada movimento do líder venezuelano. “Descobrimos para onde ele ia, onde morava, para onde viajava, o que ele comia, o que vestia”, revelou o general Dan Caine, chefe do estado-maior americano.

Em um nível de preparação extraordinário, tropas de elite do Exército americano, incluindo a unidade Delta Force, construíram uma réplica exata da casa segura de Maduro para praticar repetidamente como invadiriam a residência fortificada. O sinal verde para a operação foi dado há quatro dias, com as equipes esperando apenas uma janela de tempo aberto em Caracas para realizar o ataque.

Na execução da missão, mais de 150 aeronaves americanas decolaram de pelo menos 20 bases espalhadas pelo continente. Uma força de helicópteros partiu de navios no Mar do Caribe, voando a apenas 30 metros de altura sobre o mar para evitar radares. Aviões de combate “invisíveis” e drones neutralizaram primeiro os sistemas de defesa aérea venezuelanos, incluindo lançadores de mísseis S-300, antes que as tropas terrestres se aproximassem.

Os helicópteros com as forças especiais chegaram ao Forte Tiuna, o principal complexo militar de Caracas, por volta das duas da manhã, horário local. Enfrentando fogo de militares venezuelanos, os soldados americanos encontraram Maduro e sua esposa tentando se refugiar em um bunker. “Ele não conseguiu fechar a porta a tempo porque nossos rapazes foram muito rápidos”, afirmou Trump. O casal foi detido e levado de helicóptero para o navio de guerra USS Iwo Jima, posicionado no Caribe.

Às 5h30 da manhã, horário de Brasília, Maduro e Cília Flores já estavam a bordo do navio americano. Uma foto divulgada por Trump mostrava o presidente venezuelano algemado, com os olhos e ouvidos cobertos, segurando uma garrafa de água. Posteriormente, foram transferidos para uma base militar no norte do estado de Nova York e depois para o Centro Metropolitano de Detenção no Brooklyn.

Maduro e sua esposa enfrentam quatro acusações formais do Departamento de Justiça dos EUA: conspiração para praticar narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os EUA, uso de armas de guerra em crimes de tráfico e conspiração armada ligada ao narcotráfico. O crime de narcoterrorismo sozinho carrega uma pena mínima de 20 anos de prisão.

A operação resultou em pelo menos 40 mortes, incluindo civis e soldados venezuelanos, segundo fontes locais. Dois soldados americanos ficaram feridos, mas não houve baixas entre as tropas dos EUA. Em resposta à captura, a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez assumiu interinamente a presidência, classificando a ação como um “sequestro ilegítimo” e prometendo que a Venezuela “nunca será colônia de nenhum país”.

Internacionalmente, a ação recebeu reações mistas. Enquanto líderes como o argentino Javier Milei celebraram a captura, outros, incluindo o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o secretário-geral da ONU António Guterres, condenaram a violação da soberania venezuelana e alertaram para o perigoso precedente criado. Trump afirmou que os EUA administrarão temporariamente a Venezuela para garantir uma transição de poder, destacando o interesse no petróleo venezuelano, as maiores reservas do mundo.

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