EUA capturam presidente da Venezuela em operação militar e geram crise diplomática
Nicolás Maduro foi levado para Nova York para enfrentar acusações; comunidade internacional reage com divisão e preocupação
Forças dos Estados Unidos capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante uma operação militar de grande escala em Caracas na madrugada de sábado. Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram posteriormente transportados para Nova York, onde enfrentarão acusações federais de narcotráfico. O presidente americano, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos administrarão temporariamente a Venezuela até que seja estabelecida uma transição de poder.
A operação, que envolveu cerca de 150 caças e bombardeios contra alvos na capital venezuelana, gerou uma onda de condenações internacionais. Líderes da América Latina, incluindo o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Colômbia, Gustavo Petro, classificaram a ação como uma violação inaceitável da soberania. Rússia e China também emitiram fortes críticas, acusando os EUA de “agressão armada” e ficando “profundamente chocados”.
Dentro da Venezuela, a população reagiu com uma mistura de esperança, medo e incerteza. Enquanto alguns civis celebraram a queda de Maduro, muitos expressaram ceticismo sobre as intenções dos EUA e temor pela instabilidade imediata. A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, contestou publicamente a versão de Trump, declarou Maduro como o líder legítimo e exigiu a libertação imediata do casal, classificando o ato como um “sequestro ilegal”.
A legalidade da ação será discutida em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU nesta segunda-feira. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, manifestou profunda preocupação, afirmando que as regras do direito internacional não foram respeitadas e que o ato estabelece um “precedente perigoso”. Especialistas apontam que a operação viola a Carta da ONU, pois não foi autorizada pelo Conselho de Segurança, e também pode ter descumprido leis americanas que exigem aprovação prévia do Congresso para tais ações.
O futuro político da Venezuela permanece incerto. Trump indicou que os EUA supervisionarão uma transição, com foco declarado na exploração das vastas reservas de petróleo do país. No entanto, não detalhou como essa administração temporária funcionará na prática, nem definiu um cronograma. A incerteza se estende à lealdade das Forças Armadas venezuelanas e à capacidade de resistência do aparato governamental remanescente, tornando o caminho à frente imprevisível e carregado de riscos de maior instabilidade.
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