Premiê japonesa não condena ação militar dos EUA na Venezuela, destaca valores e segurança.

Premiê Takaichi evita criticar ação militar dos EUA na Venezuela e destaca segurança de nacionais

Em resposta à captura de Maduro, Japão prioriza coordenação com aliados e reafirma valores democráticos, sem condenar explicitamente os Estados Unidos

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, evitou fazer qualquer crítica direta aos recentes ataques militares dos Estados Unidos na Venezuela e à captura do presidente Nicolás Maduro. Em meio a um cenário internacional que vê a ação como uma violação do direito internacional, o governo japonês tem lidado com o delicado equilíbrio de responder à movimentação de seu principal aliado. Em uma publicação na rede social X, Takaichi reafirmou o compromisso do Japão com valores como liberdade, democracia e o Estado de Direito, horas depois de outros líderes do G7 se manifestarem sobre o caso.

“O Japão tem respeitado consistentemente valores e princípios fundamentais como liberdade, democracia e o Estado de Direito”, declarou a premiê. Em sua mensagem, ela acrescentou que, sob sua direção, o governo está “priorizando a segurança dos cidadãos japoneses acima de tudo, enquanto coordena de perto com os países relevantes” em resposta à situação na Venezuela. A postura reflete a cautela diplomática de Tóquio, que busca não se confrontar com Washington, mantendo sua tradição de defender a ordem internacional baseada em regras.

A primeira-ministra Takaichi, uma figura conhecida por seu estilo político conservador e por ter sido a primeira mulher a liderar o Partido Liberal Democrata, possui um histórico de posições firmes em política externa e segurança. Ex-apresentadora de televisão e ex-ministra de Assuntos Internos, sua trajetória é marcada por quebrar barreiras em uma cultura política predominantemente masculina. Desde que assumiu o cargo, ela também tem impulsionado uma agenda econômica focada em estímulo fiscal e investimento em tecnologia, em um contexto onde o país busca se reposicionar globalmente.

Enquanto isso, a oposição japonesa, por meio do Partido Democrático Constitucional, foi mais incisiva ao criticar a operação militar norte-americana. O dilema para o governo Takaichi é evidente: como conciliar a defesa pública dos princípios do direito internacional com a manutenção da sólida aliança de segurança com os Estados Unidos. Até o momento, não há relatos de cidadãos japoneses afetados pelos eventos na Venezuela, o que permanece como a preocupação imediata declarada pelo governo.

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