Operação militar dos EUA captura Maduro na Venezuela e gera tensão global.

EUA capturam presidente Nicolás Maduro em operação militar na Venezuela

Ação sem precedentes na América Latina desde a Guerra Fria deixa país em estado de choque e provoca onda de reações globais

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças especiais dos Estados Unidos em uma operação militar complexa realizada na madrugada de sábado em Caracas. A ação, ordenada diretamente pelo presidente Donald Trump, representa a maior intervenção militar americana na América Latina em décadas e desencadeou imediatamente uma crise geopolítica internacional. Maduro foi transportado para os Estados Unidos, onde enfrenta acusações federais por narcoterrorismo em um tribunal de Manhattan.

A operação, batizada de “Resolução Absoluta”, envolveu meses de planejamento meticuloso e mais de 150 aeronaves. Tropas de elite do Exército dos EUA, incluindo a Força Delta, invadiram o complexo fortificado onde Maduro estava, no Forte Tiuna, surpreendendo o líder enquanto ele tentava chegar a uma sala segura. Explosões foram ouvidas em várias partes da capital venezuelana, e partes da cidade ficaram sem energia durante a ação. Apesar de enfrentarem resistência, as forças americanas conseguiram capturar Maduro e sua esposa sem sofrer baixas fatais, embora alguns soldados tenham sido feridos.

Nicolás Maduro e Cilia Flores foram inicialmente levados de helicóptero para o navio de guerra USS Iwo Jima, que aguardava no Caribe, e depois transportados para Nova York. A primeira imagem do presidente deposto, divulgada pelo próprio Trump, mostrava Maduro aparentemente algemado, com os olhos vendados, usando fones de ouvido e um colete salva-vidas, segurando uma garrafa de água. Especialistas explicam que essas são medidas padrão em operações de captura de alto valor para isolar e transportar o detido com segurança.

O governo dos Estados Unidos justificou a ação com base em acusações de longa data contra Maduro por narco-terrorismo, conspiração para importar cocaína e liderança de uma organização criminosa denominada Cartel de los Soles. Uma recompensa de 50 milhões de dólares estava sobre sua cabeça. A procuradora-geral americana, Pam Bondi, apresentou uma nova acusação no tribunal do Distrito Sul de Nova York, pavimentando o caminho para seu julgamento. Trump declarou que os EUA assumiriam a administração da Venezuela “até que uma transição segura e adequada de poder possa ocorrer”, afirmando ainda que empresas energéticas americanas assumiriam o controle da infraestrutura petrolífera do país como “reembolso por danos”.

A captura gerou uma reação internacional imediata e profundamente dividida. O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou “grande alarme” e disse que a ação estabelecia um “precedente perigoso”. O Conselho de Segurança da ONU convocou uma sessão de emergência a pedido da Venezuela. Líderes regionais como o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva repudiaram veementemente o ataque, classificando-o de afronta à soberania. A Rússia e o Irã, aliados de Caracas, condenaram a agressão. Enquanto isso, o presidente argentino Javier Milei celebrou a ação com um “A liberdade avança!”. Na Europa, houve uma mistura de preocupação com a violação do direito internacional e críticas ao regime de Maduro.

Dentro da Venezuela, a vice-presidente Delcy Rodríguez foi empossada como presidente interina pela Suprema Corte do país. Em um discurso televisionado, ela afirmou que Maduro continua sendo “o único presidente” e denunciou a operação como um “sequestro” e uma violação da soberania nacional, pedindo calma à população. Nas ruas de Caracas e em cidades ao redor do mundo, a diáspora venezuelana reagiu de forma polarizada, com manifestações simultâneas de comemoração e repúdio à intervenção americana.

Nos mercados financeiros globais, investidores enfrentam uma nova onda de risco geopolítico. Analistas apontam que, a longo prazo, uma potencial estabilização e maior produção de petróleo venezuelano poderia beneficiar os ativos de risco, mas no curto prazo, a incerteza deve favorecer refúgios seguros como o ouro. O preço do petróleo apresentou volatibilidade após a notícia.

A operação também levantou fortes críticas no Congresso dos Estados Unidos, onde democratas acusaram Trump de agir sem autorização legislativa. O presidente americano defendeu a decisão de não notificar os parlamentes com antecedência, alegando riscos de vazamento. O futuro da Venezuela permanece incerto, com questões em aberto sobre a duração da administração americana, a realização de novas eleições e a capacidade da oposição interna de assumir o controle em um país profundamente dividido e em crise econômica.

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