Artista japonês conhecido por retratar vida após desastre nuclear morre em Tóquio

Morre aos 85 anos o fotógrafo japonês que eternizou o pós-Chernobyl

Seiichi Motohashi dedicou parte de sua carreira a documentar a vida e a resiliência humana após o maior desastre nuclear da história

O fotógrafo e diretor de cinema japonês Seiichi Motohashi, cujo trabalho mais conhecido foi o registro profundo e sensível das comunidades afetadas pelo desastre nuclear de Chernobyl em 1986, faleceu de causas naturais. A informação foi confirmada pela sua família nesta segunda-feira. Ele tinha 85 anos.

Motohashi tornou-se uma voz importante no campo da fotografia documental ao focar sua lente nas vidas que seguiam em meio às consequências do acidente na usina nuclear ucraniana. Seu trabalho não se limitou a mostrar a devastação, mas principalmente a força e o cotidiano dos vilarejos que permaneceram na região, criando um arquivo humano de grande valor histórico e artístico.

Nascido no Japão, sua carreira atravessou fronteiras, levando sua perspectiva única para exposições e festivais de cinema ao redor do mundo. Sua abordagem foi marcada pelo respeito e pela imersão, passando longos períodos convivendo com as comunidades que fotografava, o que resultou em imagens de rara intimidade e impacto emocional.

O legado de Seiichi Motohashi permanece como um testemunho visual de um capítulo trágico da história moderna, visto através dos olhos de um artista comprometido com a verdade e a dignidade de seus protagonistas. Sua obra continua a inspirar debates sobre memória, resiliência e o papel da arte na documentação de catástrofes.

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