Presidente dos EUA cita Colômbia, Cuba e Irã como possíveis focos após ação na Venezuela

Trump sinaliza novos alvos geopolíticos após intervenção na Venezuela

Presidente dos EUA reafirma postura intervencionista enquanto fortalece aliança com Japão

Em um rápido intervalo de tempo a bordo do Air Force One, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou claro que sua agenda internacional não se limitou à Venezuela. Durante uma conversa de meia hora com jornalistas, ele citou nominalmente Colômbia, Cuba, Groenlândia, México e Irã como possíveis focos de atenção, levantando a questão internacional sobre qual seria o próximo alvo de sua política externa.

Trump, que já fez campanha pelo Prêmio Nobel da Paz e criticou o intervencionismo no passado, agora defende abertamente o direito de Washington de fazer o que bem entender em sua esfera de influência. Esta declaração ocorre logo após a intervenção americana que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Como parte das ações na Venezuela, Trump anunciou um plano no qual o país sul-americano entregaria entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos para serem vendidos, com os recursos revertidos para o povo venezuelano e para os EUA.

Enquanto projeta força no cenário global, Trump também enfrenta pressões domésticas. Durante um retiro republicano, o presidente alertou aos parlamentares de seu partido sobre a necessidade vital de vencer as eleições de meio de mandato de 2026, insinuando que uma derrota poderia levar a um novo processo de impeachment. Alguns democratas já sugeriram iniciar tal processo devido à autorização de ação militar na Venezuela sem aprovação prévia do Congresso.

Em meio a estas movimentações, Trump mantém a diplomacia tradicional ativa. No início de janeiro, ele conversou por telefone por aproximadamente 25 minutos com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi. Os dois líderes concordaram em aprofundar os laços bilaterais e marcar uma visita da premiê aos Estados Unidos para a primavera de 2026. Eles reafirmaram o compromisso com um Indo-Pacífico livre e aberto e com a cooperação trilateral envolvendo também a Coreia do Sul.

Paralelamente, Trump tem publicamente rejeitado preocupações sobre sua saúde e capacidade cognitiva. Em entrevista ao Wall Street Journal e em postagens em suas redes sociais, ele afirmou estar em “perfeita saúde” e destacou ter sido aprovado em exames de função cognitiva. O presidente, que é o mais velho a assumir o cargo na história dos EUA, admitiu tomar uma dose diária de aspirina maior do que a recomendada por médicos, um hábito que mantém há 25 anos.

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