Endurecimento da política de imigração no Japão preocupa brasileiros

O governo japonês iniciou uma revisão das regras de entrada e permanência de estrangeiros, elevando exigências para vistos de negócios e gestão. A medida, que entrou em vigor em outubro do ano passado, aumentou o capital mínimo exigido para abrir um negócio no país de 5 milhões para 30 milhões de ienes, além de exigir a contratação de funcionários em tempo integral e comprovação de proficiência em japonês.

Para pequenos comerciantes estrangeiros, como nepaleses e brasileiros que mantêm restaurantes ou lojas, a nova barreira pode inviabilizar a continuidade dos negócios. Muitos recorrem a esses vistos para trazer a família e garantir uma renda extra com o trabalho de parentes em fábricas, dentro do limite legal de 28 horas semanais.

A crítica, porém, é que o endurecimento pode não atingir os verdadeiros infratores. Empresas de fachada, muitas vezes registradas em nome de chineses com grande poder aquisitivo, driblam as regras com facilidade. Enquanto isso, trabalhadores honestos, como os brasileiros que dependem de pequenos negócios para sobreviver, ficam impossibilitados de renovar seus vistos.

O artigo relembra a política para descendentes de japoneses (nikkeis) na década de 1990, quando o Japão atraiu brasileiros para suprir a falta de mão de obra e, após a crise de 2008, ofereceu 300 mil ienes para quem voltasse ao Brasil. A medida é vista como um exemplo de como o país trata estrangeiros como mão de obra descartável.

Especialistas alertam que a fiscalização deveria analisar faturamento, fluxo de caixa e situação fiscal das empresas, em vez de impor barreiras puramente financeiras. Caso contrário, o endurecimento pode expulsar quem contribui para a economia e beneficiar justamente os que fraudam o sistema.

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Fonte: Yahoo!ニュース — resumo original em português.

Imagem de destaque: reprodução/Yahoo!ニュース.

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