Pesquisa revela que habilidades técnicas são menos valorizadas que comunicação e inteligência emocional na liderança.

Habilidades humanas superam técnica na figura do chefe ideal no Japão, aponta pesquisa

Estudo revela que comunicação clara, empatia e estabilidade emocional são os atributos mais valorizados pelos profissionais

Em um mercado de trabalho conhecido por sua dedicação e longas jornadas, a qualidade do chefe é um fator determinante para a satisfação profissional no Japão. Uma pesquisa recente conduzida pela organização de recrutamento Biz Hits, com 500 participantes, mapeou as qualidades mais desejadas em um supervisor, revelando uma forte preferência por habilidades interpessoais em detrimento da pura expertise técnica.

O estudo, que ouviu 332 mulheres e 168 homens de diferentes faixas etárias, mostrou que apenas dois terços dos entrevistados consideram ter um chefe bom e confiável atualmente. No entanto, as opiniões sobre o que faz um bom líder convergiram de forma significativa. A capacidade de ‘ouvir’ foi a qualidade mais citada, com 32,6% das menções. Os participantes destacaram a importância de um superior que demonstre vontade de escutar os subordinados e considerar suas opiniões antes de dar ordens.

Em segundo lugar, com 27% das respostas, está a habilidade de dar instruções fáceis de entender. Profissionais valorizam chefes que comunicam objetivos de forma clara, evitando ambiguidades que desperdiçam tempo e energia com reinterpretações. Logo atrás, com 24,6%, aparece a disposição para ‘ajudar quando necessário’, mostrando que a relação deve ser de mão dupla, com o líder apoiando a equipe em momentos de dificuldade.

Completam o top cinco a ‘estabilidade emocional’ (13,8%), essencial para um ambiente previsível e um canal de comunicação aberto, e a ‘capacidade de observação e percepção’ (8,8%), que permite ao chefe identificar problemas e necessidades da equipe proativamente.

Vale destacar que um alto grau de habilidade técnica para executar o trabalho em si só aparece na oitava posição do ranking, com apenas 6,8% das escolhas. Isso indica que, para os trabalhadores japoneses, competências como comunicação eficaz e inteligência emocional são consideradas mais cruciais para um bom chefe do que o talento técnico puro, sendo qualidades aplicáveis a qualquer setor ou campo de atuação.

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