Trump cancela segundo ataque à Venezuela após gestos de cooperação
Anúncio ocorre após libertação de presos políticos e avanços em acordo para reconstruir setor petrolífero do país
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a decisão de cancelar uma segunda onda de ataques militares que estava inicialmente prevista contra a Venezuela. A justificativa, conforme comunicado pelo mandatário em sua rede social Truth Social, é a cooperação que Washington está obtendo do governo interino em Caracas, incluindo a libertação de presos políticos e a colaboração para a reconstrução da infraestrutura de petróleo e gás do país.
Em sua publicação, Trump afirmou que a Venezuela está “liberando um grande número de presos políticos como mostra de sua ‘busca da paz'” e descreveu o gesto como “muito importante e inteligente”. Ele também destacou que as duas nações estão “trabalhando bem juntas”, especialmente na reconstrução do setor energético venezuelano. Por causa dessa cooperação, declarou ter cancelado os ataques, que pareciam “desnecessários”, embora tenha ressaltado que os navios de guerra norte-americanos continuarão posicionados na região por “motivos de segurança”.
Entre os presos libertados está Biagio Pilieri, assessor da líder opositora e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado. Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, confirmou que um número significativo de presos seria libertado. Além disso, cinco cidadãos espanhóis foram liberados e já retornaram à Espanha. Familiares aguardaram por horas do lado de fora de prisões como a de El Rodeo, na expectativa da soltura de seus entes queridos.
Paralelamente, o presidente norte-americano realizou na sexta-feira uma reunião na Casa Branca com executivos das principais empresas petrolíferas dos EUA, com o objetivo de angariar investimentos de pelo menos 100 bilhões de dólares para reconstruir a combalida indústria de petróleo e gás da Venezuela. Trump afirmou que “as grandes petroleras investirão” esse montante e prometeu “segurança total” para as operações.
Em meio a essas movimentações, uma delegação de diplomatas e especialistas em segurança dos Estados Unidos viajou a Caracas para realizar uma avaliação técnica e logística preliminar visando à reabertura da embaixada americana na capital venezuelana, um passo para o restabelecimento das relações diplomáticas, rompidas em 2019. O governo interino da Venezuela, liderado por Delcy Rodríguez, confirmou o início de um “processo diplomático exploratório” com o mesmo fim.
No campo político, Trump confirmou que se reunirá na próxima semana com a líder opositora María Corina Machado, que já declarou publicamente ter oferecido seu Prêmio Nobel da Paz ao presidente norte-americano. Em entrevista à Fox News, quando questionado se aceitaria a honraria, Trump respondeu que “seria uma grande honra”.
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