Rússia ataca Ucrânia com míssil hipersônico em ofensiva massiva
Ação ocorre durante negociações de paz e é vista como alerta aos aliados ocidentais de Kiev
A Rússia lançou um ataque em larga escala contra a Ucrânia, utilizando centenas de drones, dezenas de mísseis e, pela segunda vez no conflito, um poderoso míssil balístico hipersônico. O ataque, ocorrido entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira, matou pelo menos quatro pessoas na capital Kiev e feriu dezenas, atingindo também alvos no oeste do país, próximos à fronteira com a Polônia, membro da OTAN.
O Ministério da Defesa russo afirmou que a ofensiva, que incluiu o míssil hipersônico de médio alcance Oreshnik, foi uma retaliação a um suposto ataque de drone ucraniano contra uma das residências do presidente Vladimir Putin no mês anterior, alegação negada por Kiev. Autoridades russas disseram que os alvos eram infraestruturas críticas, incluindo uma fábrica de drones e instalações energéticas.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou o uso do míssil Oreshnik, além de outros 35 mísseis de diferentes tipos e 242 drones. As defesas aéreas ucranianas conseguiram interceptar a maioria dos projéteis, mas os que atingiram seus alvos causaram mortes e destruição. Em Kiev, edifícios residenciais e a infraestrutura urbana foram danificados.
O ataque com o míssil Oreshnik, que pode viajar a mais de dez vezes a velocidade do som e é considerado praticamente impossível de ser interceptado pelas defesas atuais, carregava ogivas convencionais, mas tem capacidade para transportar ogivas nucleares. O local atingido no oeste, próximo à cidade de Lviv e à fronteira com a Polônia, é visto por analistas e aliados europeus como um sinal de intimidação claro, demonstrando a capacidade russa de ameaçar diretamente o flanco oriental da OTAN.
O episódio acontece em um momento sensível de negociações diplomáticas para um acordo de paz, mediado pelos Estados Unidos. Zelensky pediu uma reação firme da comunidade internacional, especialmente de Washington, argumentando que a Rússia só se concentrará na diplomacia se sentir consequências por suas ações militares.
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