Ataques são retaliação por emboscada que matou três americanos em Palmyra.

EUA e aliados lançam nova onda de ataques contra Estado Islâmico na Síria

Operação Hawkeye Strike responde a emboscada fatal em Palmyra que tirou a vida de três americanos no fim de 2025

As forças militares dos Estados Unidos, em conjunto com aliados, executaram uma nova série de ataques de “larga escala” contra o grupo jihadista Estado Islâmico em território sírio neste sábado. A ação, anunciada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), é a mais recente resposta à emboscada ocorrida em 13 de dezembro de 2025 na cidade de Palmyra, que resultou na morte de dois soldados americanos e de um intérprete civil dos Estados Unidos.

Os recentes ataques aéreos, parte da chamada Operação Hawkeye Strike, atingiram múltiplos alvos da organização terrorista em várias regiões da Síria. De acordo com informações do Pentágono, mais de 90 munições de precisão foram disparadas contra mais de 35 alvos, em uma operação que envolveu a participação de mais de 20 aeronaves, incluindo caças F-15E, A-10, AC-130J, veículos aéreos não tripulados MQ-9 e caças F-16 da Jordânia, que atuou como força parceira.

A Operação Hawkeye Strike foi ordenada pelo presidente norte-americano Donald Trump em 19 de dezembro, diretamente em resposta ao ataque fatal em Palmyra. Em comunicado publicado na rede social X, o CENTCOM foi enfático: “Nossa mensagem permanece forte: se você prejudicar nossos combatentes, nós o encontraremos e mataremos em qualquer lugar do mundo, não importa o quão difícil você tente escapar da justiça”. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, reforçou o tom, declarando que a ação “não é o início de uma guerra – é uma declaração de vingança”.

O ataque de dezembro, realizado por um atirador solitário que era membro das forças de segurança sírias e supostamente afiliado ao Estado Islâmico, marcou as primeiras baixas militares americanas na Síria desde a queda do regime de Bashar al-Assad em dezembro de 2024. O incidente representou um teste para a relação em evolução entre Washington e o novo governo sírio liderado pelo presidente Ahmed al-Sharaa, que recentemente se juntou à coalizão global contra o Estado Islâmico e visitou a Casa Branca.

Apesar de ter perdido o controle territorial em 2019, o Estado Islâmico mantém uma presença ativa na Síria, especialmente nas vastas áreas desérticas do país, onde continua a realizar ataques contra forças curdas e outros alvos. Cerca de 1.000 soldados americanos permanecem no território sírio como parte dos esforços contínuos para combater o terrorismo na região.

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