Aliança militar e governo groenlandês firmam acordo defensivo contra declarações de anexação.

OTAN e Groenlândia fortalecem defesa do Ártico frente a ameaças de anexação

Acordo busca dissuadir tentativas de aquisição do território e afirma pertencimento à aliança militar

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e o governo da Groenlândia anunciaram, nesta segunda-feira, a intenção de trabalhar conjuntamente para reforçar a defesa do território autônomo dinamarquês. A medida é uma resposta direta às recentes declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a defender a compra ou anexação da ilha ártica.

Durante o fim de semana, Trump afirmou que os Estados Unidos tomariam o território “de um jeito ou de outro”, reacendendo uma polêmica de anos. Em contrapartida, o primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, declarou que a segurança e a defesa da ilha “pertencem à OTAN”, a aliança militar de 32 países que tem os EUA como principal força.

O anúncio foi feito após uma conferência de imprensa do secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, em Zagreb, na Croácia. A iniciativa visa claramente dissuadir qualquer tentativa de mudança forçada no status político da maior ilha do mundo, cuja posição estratégica no Ártico tem ganhado importância geopolítica crescente.

O fortalecimento da cooperação defensiva representa um posicionamento claro da aliança e do governo local sobre a soberania da Groenlândia, enfatizando seu vínculo com a Dinamarca e com a estrutura de segurança coletiva ocidental, mesmo sob a pressão de um antigo aliado principal.

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