Falências no Japão superam 10 mil empresas pelo segundo ano seguido
Custos crescentes com mão de obra e preços elevados são os principais fatores para o aumento, aponta pesquisa
As falências corporativas no Japão ultrapassaram a marca de 10 mil casos pelo segundo ano consecutivo em 2025, em um cenário onde pequenas e médias empresas foram fortemente impactadas pelo aumento dos custos trabalhistas e pela alta generalizada de preços. A informação é da empresa de pesquisa de crédito Tokyo Shoko Research.
O levantamento mostrou que o número de empresas que encerraram as atividades com passivos de 10 milhões de ienes ou mais cresceu 2,9% em relação ao ano anterior, chegando a 10,3 mil casos. Este é o quarto aumento anual consecutivo. O passivo total deixado pelas empresas que faliram recuou 32%, para 1,592 trilhão de ienes. Desse total, 7,892 casos, ou três quartos, envolveram dívidas inferiores a 100 milhões de ienes.
Por setor, os serviços lideraram o número de falências, com 3.478 casos, um aumento de 4,4%. A construção civil veio em seguida, com 2.014 casos, alta de 4,6%.
O número de falências relacionadas especificamente à escassez de mão de obra, como os altos custos trabalhistas, disparou 35,9%, para 397 casos, o maior nível desde o início da série histórica, em 2013. Já as falências ligadas ao aumento de preços, ou à incapacidade das empresas de repassar os custos mais altos aos clientes, subiram 9,2%, para 767 casos.
Muitas empresas menores enfrentam dificuldades financeiras por serem forçadas a aumentar salários para conseguir reter funcionários. A pesquisa alerta que companhias com dívidas excessivas enfrentam riscos adicionais, incluindo o aumento das taxas de juros, as tarifas impostas pelos Estados Unidos e as tensões entre Japão e China.
Acompanhe mais atualizações no Japão em Pauta.






