Promotores da Coreia do Sul pedem pena de morte para ex-presidente Yoon
Acusação de rebelião decorre da tentativa fracassada de impor lei marcial em dezembro de 2024
Promotores especiais da Coreia do Sul solicitaram, nesta terça-feira (13), a pena de morte para o ex-presidente Yoon Suk Yeol. A acusação o descreve como o líder de uma insurreição pela sua tentativa fracassada de impor uma lei marcial no país em dezembro de 2024, um ato que mergulhou a nação em uma profunda crise política e constitucional.
O pedido foi apresentado ao Tribunal Distrital Central de Seul durante as alegações finais do julgamento, que se estendeu por 11 horas. A promotoria argumentou que Yoon buscou se manter no poder ao tentar assumir o controle do Judiciário e do Legislativo, caracterizando o decreto como um “auto-golpe” e uma atividade “antiestatal” que destruiu a ordem democrática. O tribunal deve anunciar sua sentença no próximo mês de fevereiro.
Yoon, que foi destituído do cargo em abril de 2025 e já está detido, é o primeiro presidente sul-coreano em exercício a ser preso. Ele enfrenta oito processos criminais, sendo o de liderar uma insurreição o mais grave, que prevê como penas máximas a morte ou a prisão perpétua. Em sua defesa, o ex-presidente afirmou que o decreto foi um ato simbólico e uma mensagem pacífica para alertar a população sobre a obstrução de sua agenda pela oposição, negando qualquer intenção de violência.
A imposição da lei marcial em 3 de dezembro de 2024, a primeira em mais de quatro décadas no país, levou tropas a cercarem o Parlamento Nacional e a ocuparem instalações eleitorais. No entanto, a medida foi derrubada em poucas horas após legisladores, incluindo membros do partido governista na época, entrarem no plenário e votarem por sua revogação. O evento evocou memórias traumáticas das ditaduras militares que governaram a Coreia do Sul nas décadas de 1970 e 1980.
Analistas e especialistas apontam que, apesar do pedido da pena capital, a condenação mais provável é a prisão perpétua, uma vez que o país não executa condenados desde 1997 e os tribunais raramente emitem sentenças de morte. A promotoria também solicitou a prisão perpétua para o ex-ministro da Defesa de Yoon, Kim Yong-hyun, e penas de 10 a 30 anos para outros ex-altos oficiais militares e policiais envolvidos na operação.
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