TIJ analisa acusações de genocídio contra minoria muçulmana em Mianmar

Corte Internacional ouve relatos chocantes de violência contra rohingyas

Primeiras audiências no Tribunal de Haia detalham acusações de genocídio cometido por Mianmar

O Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), em Haia, iniciou as audiências para analisar as acusações de que Mianmar cometeu genocídio contra a minoria muçulmana rohingya. As sessões, que devem durar três semanas, foram abertas com relatos detalhados de violência extrema supostamente perpetrada por soldados do país.

Na segunda-feira, teve início a primeira audiência do caso, apresentado pela Gâmbia, que acusa Mianmar de violações da Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio durante uma repressão em 2017. No segundo dia de procedimentos, os juízes ouviram descrições de uma suposta campanha sistemática de violência.

A advogada Tafadzwa Pasipanodya, representante da Gâmbia, apresentou provas angustiantes de um alegado ataque a uma vila no norte do estado de Rakhine. Segundo os relatos, soldados teriam agido de porta em porta, executando, estuprando e queimando homens, mulheres e crianças rohingyas de maneira metódica.

O caso marca um esforço internacional para responsabilizar o governo de Mianmar pelas ações que levaram ao deslocamento em massa de centenas de milhares de rohingyas. As audiências no TIJ são um passo crucial para determinar se os atos constituem genocídio perante o direito internacional.

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