Acusado de roubar pão e café e agredir funcionário com cabeçadas no Japão

Suspeito com tatuagens faciais inconfundíveis confessa roubo e agressão em loja de Tóquio

Masayuki Echizenya, de 50 anos, alega que crime de 500 ienes não foi por necessidade financeira, mas para “causar problemas” ao estabelecimento

Um homem cujas marcantes tatuagens faciais o tornariam facilmente identificável confessou ter roubado itens de uma loja de conveniência em Tóquio e agredido um funcionário com cabeçadas. O caso ocorreu em dezembro de 2024, no bairro de Setagaya, e o julgamento teve início em janeiro deste ano.

Segundo as investigações, Masayuki Echizenya, de 50 anos, teria saído de uma loja sem pagar por pão e café, totalizando cerca de 500 ienes (aproximadamente 3,25 dólares). Ao ser abordado por um funcionário na faixa dos 30 anos, Echizenya reagiu desferindo repetidas cabeçadas no rosto do empregado, causando lesões que necessitaram de duas semanas para cicatrizar completamente.

Após sua prisão, Echizenya inicialmente se manteve em silêncio, mas decidiu falar às vésperas do primeiro dia de seu julgamento, em 9 de janeiro. Em seu depoimento, ele afirmou que não cometeu o crime por necessidade financeira. “Não foi para obter ganho financeiro”, declarou, complementando que “não estou com problemas de dinheiro”. Ele explicou que, no dia do incidente, estava causando algum tipo de perturbação dentro da loja e ficou irritado quando um funcionário pediu que parasse.

Irritado com a solicitação, Echizenya afirma que decidiu “causar alguns problemas para a loja” e, por isso, furtou os itens. “Eu bati no funcionário para poder escapar”, disse. O acusado também relatou que não deixou os produtos caírem durante a confusão, mas que os “jogou fora”. Echizenya, que possui tatuagens no rosto há cerca de 20 anos, também foi questionado sobre suas marcas.

A insistência de Echizenya em negar o motivo financeiro pode estar ligada à gravidade da acusação que enfrenta: roubo resultando em lesão corporal. Esse crime prevê uma pena mínima de seis anos de prisão no Japão. Seu advogado de defesa argumenta que suas ações foram resultado de uma condição psicológica instável, agravada por privação de sono e falta de trabalho.

“Acho que fiz algo errado. Peço desculpas por causar um distúrbio e me arrependo de minhas ações”, afirmou Echizenya no tribunal. A defesa busca uma reclassificação das acusações ou uma sentença suspensa. A decisão sobre a punição deve ser proferida pelos juízes ainda este mês.

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