China lança ofensiva fiscal para tentar reverter colapso na taxa de natalidade
Com previsão de quarto ano consecutivo de queda populacional, governo projeta gastar cerca de 180 bilhões de yuan em 2026 para incentivar nascimentos.
A política populacional da China se consolidou como um pilar central da estratégia econômica do país. Em sua mais ampla iniciativa para reverter a queda na taxa de natalidade, Pequim está mobilizando um esforço fiscal maciço, com um custo potencial estimado em 180 bilhões de yuans (cerca de 25,8 bilhões de dólares) somente em 2026. Os dados oficiais de população, a serem divulgados em 19 de janeiro, devem confirmar o quarto ano seguido de encolhimento da população chinesa.
O valor inclui o custo do subsídio nacional para crianças, implementado pela primeira vez no ano passado, além de pagamentos de seguros previstos. O governo se comprometeu a garantir que, a partir de 2026, as gestantes não tenham nenhuma despesa médica direta. Todos os custos relacionados à gravidez, incluindo tratamentos de fertilização in vitro, serão integralmente reembolsados pelo fundo nacional de seguro médico.
A população chinesa vem diminuindo desde 2022 e envelhece rapidamente, o que representa um desafio complexo para os planos de Pequim de estimular o consumo doméstico e controlar o nível de dívida. Centenas de milhões de pessoas estão prestes a sair da força de trabalho em um momento em que os orçamentos previdenciários já estão sob forte pressão.
A taxa de fertilidade do país é uma das mais baixas do mundo, girando em torno de 1 filho por mulher, cifra muito inferior à taxa de reposição populacional de 2,1. As novas medidas buscam desfazer décadas de rígido controle populacional, política que, embora tenha ajudado no combate à pobreza, redefiniu radicalmente a estrutura das famílias chinesas.
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