Pesquisa mostra alta na popularidade da primeira-ministra japonesa

Aprovação do Gabinete Takaichi se mantém sólida em janeiro

Pesquisas de opinião mostram apoio consistente, enquanto cenário político e econômico apresenta desafios

A taxa de aprovação do gabinete da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, registrou um aumento de 1.1 ponto percentual em janeiro, alcançando 61%, de acordo com a mais recente pesquisa Jiji Press. O índice de desaprovação também subiu, passando para 15.1%. Desde sua formação em outubro do ano passado, o governo tem mantido sua aprovação pública em torno de 60%, demonstrando uma base de apoio estável.

Outras pesquisas de opinião realizadas no mesmo período apresentam números variados, refletindo diferentes metodologias e amostras. Uma sondagem da emissora NHK apontou uma aprovação de 62%, enquanto uma pesquisa da rede JNN (TBS) registrou um índice notavelmente mais alto, de 78.1%. Apesar das diferenças, todas indicam um nível significativo de apoio popular ao governo.

O cenário político atual é marcado por especulações sobre a possibilidade de a primeira-ministra dissolver a Câmara dos Representantes e convocar uma eleição geral antecipada. Analistas sugerem que Takaichi pode buscar capitalizar sua popularidade pessoal para fortalecer a base parlamentar da coalizão governista, que atualmente detém uma maioria apertada. O objetivo seria persuadir o Partido Democrático Popular a ingressar formalmente na aliança, consolidando assim uma base de governo mais ampla e estável.

No front internacional, a postura firme da premiê em relação à China, particularmente sobre a questão de Taiwan, recebe o apoio de 44.4% dos cidadãos, conforme a pesquisa Jiji. No entanto, as medidas retaliatórias de Pequim, que incluem restrições à exportação de minerais de terras raras e uma redução no fluxo de turistas chineses, geram apreensão. Uma pesquisa JNN indicou que 58% dos japoneses estão preocupados com o impacto do deterioração das relações bilaterais na economia nacional.

Economicamente, a inflação e a depreciação do iene permanecem como as principais preocupações dos eleitores. Apenas um terço dos entrevistados em uma pesquisa avalia positivamente as medidas do governo para conter a alta dos preços. Esta ansiedade econômica representa um contraponto à popularidade pessoal da líder e um desafio central para a administração, que precisa equilibrar ambições de gastos em defesa e indústrias estratégicas com o custo de vida da população.

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