Após polêmica, Reino Unido autoriza construção de megaembaixada chinesa em Londres
Decisão do premiê Keir Starmer é vista como aposta em laços comerciais, mas provoca descontentamento político e alertas de segurança.
O governo britânico aprovou os planos da China para construir uma megaembaixada no complexo Royal Mint Court, no coração histórico de Londres. A decisão do primeiro-ministro Keir Starmer é considerada uma jogada arriscada, que busca aprofundar os laços comerciais e atrair investimentos chineses, mas ao custo de desagradar parlamentares do Reino Unido, dos Estados Unidos e ativistas.
O projeto, que deve se tornar a maior representação diplomática chinesa na Europa, havia se tornado um ponto de forte atrito nas relações bilaterais, testando a capacidade britânica de equilibrar os potenciais riscos de segurança com as oportunidades econômicas oferecidas por Pequim.
As autoridades de Londres optaram por ignorar os avisos de políticos britânicos e americanos, de residentes locais e de ativistas pró-democracia de Hong Kong baseados no Reino Unido. Os críticos argumentam que o novo edifício poderá ser utilizado como base para atividades de espionagem e para intimidar dissidentes chineses que vivem no país.
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