Lojas de conveniência do Japão alcançam vendas recordes pelo quarto ano consecutivo
Faturamento do setor atinge ¥12,05 trilhões em 2025, impulsionado por expansão da rede e forte demanda de visitantes internacionais
O setor de lojas de conveniência (conbini) do Japão registrou um novo recorde histórico de vendas em 2025, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento. De acordo com a Associação Japonesa de Franchising, o faturamento total, incluindo todas as lojas, subiu 2,2% em relação ao ano anterior, atingindo a marca de 12,05 trilhões de ienes (cerca de US$ 75,8 bilhões). As vendas nas lojas já existentes também apresentaram alta, de 1,9%, totalizando 11,58 trilhões de ienes.
Dois fatores principais impulsionaram este desempenho: a contínua expansão da rede física e o fluxo recorde de turistas internacionais. Em 2025, o número de lojas de conveniência no país aumentou em mais de 300 unidades, alcançando um total de 56.054 estabelecimentos. Paralelamente, o número de visitantes estrangeiros ao Japão superou pela primeira vez a barreira dos 40 milhões de pessoas, um fenômeno amplamente atribuído à desvalorização do iene, que tornou o país mais atrativo para compras.
O verão excepcionalmente quente de 2025 deixou sua marca nas vendas, com o mês de junho se destacando pelo crescimento puxado pela forte demanda por bebidas geladas e sorvetes. Já no final do ano, o setor manteve o ritmo positivo. Especificamente em dezembro, as vendas nas lojas existentes cresceram 1,1% na comparação com o mesmo mês de 2024, marcando o décimo mês seguido de alta. Promoções alinhadas ao Black Friday em novembro e, especialmente, produtos desenvolvidos em colaboração com populares personagens de anime foram os grandes responsáveis por atrair os consumidores no último mês do ano.
Um dado revela uma mudança significativa no comportamento do cliente: mesmo com uma ligeira redução de 0,2% no número total de consumidores, o valor médio gasto por pessoa em cada visita subiu 2,5%, alcançando 737,9 ienes. Esse aumento reflete tanto uma adaptação dos consumidores aos preços mais altos quanto a eficácia de estratégias de marketing das redes para incentivar compras de maior valor. Por trás dos números gerais, as principais redes vivenciaram desempenhos distintos. Enquanto Lawson e FamilyMart reportaram lucros operacionais recordes para o período, a Seven & i, operadora da 7-Eleven, enfrentou desafios para acompanhar o crescimento das concorrentes em um mercado doméstico cada vez mais competitivo e sensível a preços.
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