Executivo subornou comitê olímpico para conseguir patrocínio dos Jogos de Tóquio.

Ex-presidente da Kadokawa recebe pena suspensa por suborno nas Olimpíadas de Tóquio

Justiça japonesa condena ex-executivo por corrupção em processo de seleção de patrocinadores dos Jogos de 2021

Um tribunal de Tóquio condenou, nesta quinta-feira, o ex-presidente da grande editora Kadokawa Corp. a uma pena de prisão suspensa. A sentença foi proferida após a Justiça considerá-lo culpado de subornar um alto executivo do comitê organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio. O objetivo do crime era assegurar que a empresa fosse selecionada como uma das patrocinadoras do evento esportivo realizado em 2021.

De acordo com a decisão judicial, o ex-presidente da Kadokawa forneceu pagamentos indevidos ao membro do comitê organizador. A estratégia foi utilizada para influenciar ilegalmente o processo de escolha das empresas patrocinadoras dos Jogos Olímpicos, garantindo vantagem competitiva à editora. O caso integra uma série de investigações sobre irregularidades nos contratos e negociações relacionados ao megaevento esportivo sediado no Japão.

A pena de prisão, embora determinada, foi suspensa, o que significa que o ex-executivo não será encarcerado imediatamente, desde que cumpra as condições estabelecidas pelo período de suspensão. O julgamento destacou o comprometimento da integridade do processo de patrocínio, que é fundamental para a transparência de eventos de grande magnitude como as Olimpíadas.

A Kadokawa Corp. é uma das maiores empresas de mídia e publicação do Japão, com vasto portfólio que inclui livros, filmes, anime e jogos. O envolvimento de uma corporação de seu porte em um escândalo de corrupção ligado aos Jogos Olímpicos repercutiu negativamente, levantando novas questões sobre os mecanismos de governança corporativa e a ética nos negócios no país.

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