Takaichi defende corte temporário do imposto sobre consumo de alimentos
Em debate entre líderes partidários, primeira-ministra japonesa rebate críticas sobre viabilidade da medida fiscal
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, minimizou as preocupações sobre a viabilidade de seu plano de eliminar temporariamente a alíquota de 8% do imposto sobre consumo para alimentos dentro do ano fiscal de 2026. A declaração foi feita durante um debate transmitido por internet no sábado, que também contou com a participação de Yoshihiko Noda, co-líder da recém-formada Aliança Centrista de Reforma, e outros líderes partidários, em meio aos debates de políticas que antecedem as eleições para a Câmara Baixa, marcadas para 8 de fevereiro.
Takaichi afirmou, no domingo, que há tempo suficiente antes do término do ano fiscal atual para implementar a medida. A eliminação do imposto sobre alimentos seria limitada a um período de dois anos, até que seu governo possa introduzir um programa de crédito fiscal reembolsável para apoiar famílias de média e baixa renda.
“Cortar o imposto sobre consumo nos alimentos é uma medida provisória”, disse Takaichi, acrescentando que não pretende contar com títulos de financiamento do déficit para compensar a receita perdida com a isenção.
A primeira-ministra enfatizou o caráter transitório da proposta, posicionando-a como uma ponte para um sistema de apoio mais estruturado. O imposto sobre consumo se tornou um dos temas centrais nas discussões políticas que definem os programas dos partidos para as próximas eleições.
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