Corte japonesa questiona prática de restringir réus durante audiências criminais

Suprema Corte do Japão solicita revisão sobre algemas em réus durante julgamentos

Notificação oficial questiona prática comum no sistema de justiça criminal do país

O Supremo Tribunal do Japão emitiu uma notificação no dia 26 de janeiro dirigida a todos os tribunais do país, solicitando uma revisão da prática de conter fisicamente os réus durante os julgamentos criminais. A comunicação formal instiga uma reflexão sobre o uso de algemas e outros métodos de restrição, uma prática enraizada no procedimento judicial japonês.

A iniciativa partiu da mais alta corte do país e busca reavaliar o equilíbrio entre a segurança do tribunal e a garantia dos direitos e da dignidade dos acusados. A notificação, que chega aos fóruns locais, orienta que seja considerado se a contenção é absolutamente necessária em cada caso específico, levando em conta fatores como o risco de fuga, a violência potencial e a gravidade do crime.

Este movimento é visto como um passo significativo em direção a um sistema de justiça penal mais alinhado com os princípios de presunção de inocência e de tratamento adequado durante o processo. A prática de manter réus algemados, mesmo durante a leitura da sentença, tem sido alvo de debates sobre seu impacto psicológico e sua imagem perante os juízes.

Especialistas em direito esperam que a revisão promova diretrizes mais claras e uniformes em todo o território nacional, substituindo critérios que muitas vezes variavam conforme a jurisdição ou a interpretação de autoridades policiais e judiciais locais. A medida reflete uma tendência global de maior escrutínio sobre condições e tratamentos dentro do sistema judicial.

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