Executivo do setor energético defende continuidade das importações de GNL russo para o Japão
Takashi Uchida, da Associação de Gás do Japão, aponta vantagem econômica e necessidade de estabilidade no fornecimento
O Japão enfrenta dificuldades para abandonar as importações de gás natural liquefeito (GNL) da Rússia, mesmo diante do reforço nas sanções aplicadas pelos Estados Unidos e pela Europa. A declaração foi feita por Takashi Uchida, líder da Associação de Gás do Japão e também presidente da Tokyo Gas, em entrevista recente.
Uchida destacou que garantir fornecedores alternativos não será uma tarefa fácil, já que o GNL russo possui uma “vantagem econômica” considerável. Ele enfatizou a importância de manter a procura desse recurso para a segurança energética do país.
Cerca de 10% das importações japonesas de GNL têm origem na Rússia, sendo a maior parte proveniente do projeto de petróleo e gás Sakhalin-2, localizado no Extremo Oriente russo. No ano passado, os Estados Unidos chegaram a solicitar que o Japão interrompesse as importações de energia da Rússia, incluindo o GNL de Sakhalin-2. Contudo, em dezembro, Washington anunciou uma prorrogação de seis meses para uma isenção que permite ao Japão continuar importando o produto do projeto russo.
Apesar da extensão, Uchida manifestou preocupação com o impacto das sanções americanas, afirmando ser necessário garantir, em cooperação com o governo japonês, que as empresas do país possam continuar a adquirir GNL do projeto Sakhalin-2. Sobre a possibilidade futura de comprar GNL de um projeto no Alasca, que a administração do presidente norte-americano Donald Trump deseja concretizar, Uchida foi pragmático: a decisão dependerá dos custos.
O executivo também comentou sobre os esforços de descarbonização do setor, mencionando o metano sintético, produzido a partir de água e dióxido de carbono. Para que essa alternativa se popularize, segundo ele, é preciso resolver questões relacionadas a custos e volume de produção.
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