Revista acusa primeira-ministra Takaichi de esconder vínculos financeiros com Igreja da Unificação
Publicação semanal afirma que grupo religioso comprou ingressos para eventos de arrecadação da premiê em 2012 e 2019
Uma reportagem da revista semanal Shukan Bunshun revelou que a primeira-ministra Sanae Takaichi está sendo acusada de ocultar a compra de ingressos para suas festas de arrecadação de fundos por parte da Igreja da Unificação. Segundo a publicação, que teve acesso a documentos internos, organizações e pessoas ligadas ao grupo religioso compraram um total de 100 mil ienes (cerca de 650 dólares) em ingressos para eventos realizados pelo grupo de apoio de Takaichi em 2012 e 2019.
As informações, se confirmadas, contradizem negativas anteriores da primeira-ministra sobre qualquer vínculo financeiro com a controversa organização, formalmente conhecida como Federação da Família para a Paz e Unificação Mundial. O caso reacende o debate sobre a relação entre políticos japoneses e o grupo religioso, que tem sido alvo de críticas no país.
Akira Koike, chefe do Secretariado do Partido Comunista Japonês, classificou a denúncia como uma “questão muito séria” e afirmou que a primeira-ministra “tem a responsabilidade de fornecer uma explicação adequada”. Em coletiva de imprensa, Koike exigiu transparência sobre o assunto.
Em resposta às perguntas da imprensa, o secretário-geral adjunto do Gabinete, Kei Sato, declarou que o governo não comentaria matérias jornalísticas individuais, mantendo a posição oficial de não se pronunciar sobre reportagens específicas.
A reportagem da Shukan Bunshun surge em um momento de maior escrutínio sobre os laços entre a classe política e a Igreja da Unificação. Em contexto relacionado, o canal online Daily Will reportou anteriormente que uma pessoa ligada ao mesmo grupo religioso participou de uma reunião em 2001 envolvendo Yoshihiko Noda, co-líder da Aliança Centrista pela Reforma, um novo partido de oposição.
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