Dados do Ministério das Finanças confirmam ausência de intervenção cambial direta.

Japão obtém folga para o iene sem intervenção direta no mercado

Estratégia modificada do país explora receio de ação coordenada com os EUA para conter a desvalorização da moeda

O Japão conseguiu criar um espaço de respiro para o iene neste mês sem precisar intervir diretamente nos mercados. Os dados mensais divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério das Finanças confirmaram que o país não gastou nenhum recurso com intervenção direta para fortalecer a moeda nacional no período de quatro semanas que terminou em 28 de janeiro.

A ausência de intervenção efetiva indica um sucesso de curto prazo para as táticas modificadas das autoridades japonesas, que têm se apoiado fortemente no que analistas chamam de “fator medo” norte-americano. A estratégia depende em grande parte das preocupações do mercado com a possibilidade de uma ação coordenada entre Tóquio e Washington para conter a volatilidade cambial.

Apenas uma semana atrás, e com uma eleição antecipada se aproximando, os formuladores de políticas pareciam encurralados pela alta dos rendimentos dos títulos, pela vulnerabilidade potencial do mercado de ações e pela falta de sinalização do banco central sobre um possível aumento iminente das taxas de juros. Em questão de dias, o iene se afastou da faixa de 160 por dólar para pairar na casa dos 154, uma movimentação atribuída em grande parte à mencionada estratégia.

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