Governo japonês cobra explicações da JR East após falhas no sistema ferroviário
Interrupções prolongadas em linhas movimentadas de Tóquio levantam questões sobre segurança e manutenção
O Ministério dos Transportes do Japão emitiu uma orientação administrativa à East Japan Railway (JR East) nesta terça-feira (3), em resposta a uma série recente de problemas que causaram graves interrupções no serviço, incluindo paralisações nas importantes linhas Yamanote e Joban.
O ministério convocou o vice-presidente executivo e diretor de segurança da empresa, Chiharu Watari, para uma reunião onde foi feita uma advertência verbal formal sobre os incidentes. A JR East é a principal operadora ferroviária da região metropolitana de Tóquio.
Watari afirmou posteriormente a repórteres que a empresa leva a sério a sequência de interrupções ocorridas durante o horário de pico. Ele prometeu trabalhar para recuperar a confiança investigando as causas e implementando medidas para evitar a repetição dos problemas. O executivo reconheceu a necessidade de esforços constantes para elevar o nível geral de segurança nos serviços prestados.
Os incidentes que motivaram a ação do governo foram significativos. No dia 16 de janeiro, a Linha Yamanote, um dos circuitos mais vitais de Tóquio, ficou suspensa por aproximadamente oito horas desde o início da operação, devido a um erro em trabalhos noturnos de manutenção.
Na sexta-feira passada, o serviço rápido da Linha Joban foi interrompido por cerca de sete horas após o rompimento de um cabo aéreo na Estação de Ueno, em Tóquio. Além disso, a Linha Keiyo ficou paralisada por quase três horas na segunda-feira devido à fumaça emitida por uma escada rolante na Estação de Hatchobori, também na capital japonesa.
O ministro dos Transportes, Yasushi Kaneko, declarou em coletiva de imprensa que espera que a JR East tome todas as medidas possíveis para garantir operações seguras e estáveis, tendo consciência de sua função como prestadora de serviço público de transporte essencial para a população.
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