Takaichi evita tema de reforma e escândalo de fundos em campanha eleitoral

Impulso por reforma política esmorece no Japão às vésperas de eleição crucial

Primeira-ministra Sanae Takaichi evita temas sensíveis em discursos de campanha para o pleito que definirá o controle da Câmara Baixa

O momentum por uma reforma política no Japão está definhando, enquanto a primeira-ministra Sanae Takaichi evita deliberadamente o tema em sua campanha para as eleições da Câmara Baixa, marcadas para domingo. O pleito decidirá o controle da poderosa câmara baixa do parlamento japonês.

Em seus discursos públicos, Takaichi, que lidera o Partido Liberal Democrata (PLD) no poder, raramente menciona o escândalo de alto perfil envolvendo fundos secretos do partido ou as propostas de restrição a doações políticas por corporações e grupos. As críticas dos partidos de oposição, que acusam o bloco governista de não resolver essas questões, estão encontrando ouvidos surdos.

O PLD deu seu endosso a 44 candidatos ligados ao escândalo dos fundos, argumentando que eles já sofreram o suficiente por seu envolvimento. Em suas promessas de campanha, o partido se comprometeu a promover ainda mais transparência e abertura sobre doações de empresas e grupos, com base no argumento de que a divulgação é melhor do que a proibição das contribuições.

A campanha ocorre em um momento crítico, com cartazes dos candidatos, incluindo os da própria primeira-ministra, espalhados pelas ruas de Tóquio, testemunhados até mesmo pelo cotidiano de moradores locais, como uma criança que passava de bicicleta por esses símbolos da disputa política.

Acompanhe mais atualizações no Japão em Pauta.