Japão pode criminalizar compradores de sexo em revisão da lei contra prostituição
Medida visa preencher lacuna na legislação atual, que pune apenas vendedores
O Ministério da Justiça do Japão anunciou na terça-feira que irá analisar a possibilidade de introduzir penalidades para pessoas que compram serviços sexuais. A medida destaca uma disparidade na lei de prostituição do país, que atualmente criminaliza quem vende, mas não quem compra.
A proposta faz parte de uma revisão mais ampla da legislação, que tem sido alvo de críticas por organizações de direitos humanos e grupos de defesa dos direitos das mulheres. Especialistas apontam que a falta de punição aos compradores contribui para a perpetuação do comércio sexual e a vulnerabilidade de profissionais do sexo.
A iniciativa governamental surge em meio a um crescente debate internacional sobre a criminalização do consumo de prostituição como forma de combater a exploração sexual. Países como Suécia, Noruega e França já adotaram modelos que punem os clientes.
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