Japão aprova tratamentos com iPS cells para doenças cardíacas e Parkinson
Liberação de dois produtos da medicina regenerativa é condicionada à comprovação de eficácia nos próximos anos
Um comitê de especialistas do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão (MHLW) aprovou, nesta semana, a fabricação e comercialização de dois produtos de medicina regenerativa desenvolvidos a partir de células iPS (células-tronco de pluripotência induzida). Os tratamentos são direcionados a pacientes com doenças cardíacas e Parkinson, duas condições que afetam milhões de pessoas no país e no mundo.
Os pareceres favoráveis foram concedidos sob a condição de que a eficácia dos produtos seja rigorosamente comprovada em um prazo de até sete anos. A exigência reflete o cuidado das autoridades japonesas em equilibrar a inovação terapêutica com a segurança dos pacientes, garantindo que os benefícios superem os riscos antes da adoção generalizada.
Os dois produtos representam um marco na aplicação clínica das iPS cells, tecnologia pioneira desenvolvida no Japão que rendeu o Prêmio Nobel de Medicina à pesquisadora Shinya Yamanaka em 2012. A aprovação abre caminho para que hospitais e centros de pesquisa possam oferecer os tratamentos, ainda em caráter monitorado, a grupos específicos de pacientes.
A decisão do comitê ocorre em um momento de expansão global da medicina regenerativa, com o Japão se consolidando como um dos líderes no setor. A expectativa é que, caso a eficácia seja confirmada, os produtos possam revolucionar o tratamento de enfermidades até então consideradas irreversíveis.
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