Partido Social Democrata do Japão adia eleição interna devido a possível dissolução parlamentar
Decisão reflete preparativos para um cenário de eleições gerais antecipadas convocadas pelo governo
O Partido Social Democrata (SDP) do Japão adiou oficialmente a eleição para sua liderança, originalmente agendada para fevereiro. O anúncio foi feito pela atual líder do partido, Mizuho Fukushima, durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira, dia 14 de janeiro. A mudança de planos é uma resposta direta à possibilidade de a primeira-ministra Sanae Takaichi dissolver a Câmara dos Representantes para convocar eleições gerais antecipadas.
Segundo informações divulgadas, o partido estabeleceu um novo cronograma para o pleito. A campanha interna, que começaria no dia 23 de janeiro, foi remarcada para iniciar em 27 de fevereiro. A votação, antes prevista para os dias 7 e 8 de fevereiro, agora ocorrerá nos dias 14 e 15 de março, com a apuração dos votos no dia 16 do mesmo mês. O congresso partidário de março, onde o novo líder assumiria oficialmente o cargo, também será adiado.
A decisão visa evitar uma sobreposição logística e de foco com uma potencial eleição nacional. Existe uma forte especulação de que a primeira-ministra Takaichi dissolva a câmara baixa do Parlamento japonês no início da sessão legislativa ordinária, que começa no próximo dia 23 de janeiro. Caso confirmada, a eleição geral poderia ser realizada no dia 8 ou no dia 15 de fevereiro, conflitando diretamente com o calendário interno original do SDP.
Mizuho Fukushima já manifestou sua intenção de concorrer à reeleição para a liderança do partido. Outros nomes que podem entrar na disputa são os dos vice-líderes LaSalle Ishii e Yuko Otsubaki. Em declarações recentes, Fukushima criticou veementemente a possibilidade de uma dissolução parlamentar para eleições antecipadas, classificando-a como uma “dissolução egoísta e irresponsável” motivada por interesses partidários. Ela afirmou que o partido deve concentrar todos os seus esforços para eleger o maior número possível de candidatos na eventual eleição geral.
O movimento da primeira-ministra Takaichi, que possui uma frágil maioria na câmara, é visto como uma tentativa de buscar um mandato mais forte. No entanto, a oposição, incluindo o SDP, argumenta que a manobra criaria um vazio político em um momento de desafios econômicos, como a alta dos preços e a desvalorização do iene, e adiaria a aprovação do orçamento nacional para o próximo ano fiscal.
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