Policial é preso por furtar cartas de anime que eram prova em investigação
Agente de Saitama vendeu itens colecionáveis e confessou ter gasto o dinheiro em apostas de corrida de cavalo
Um escândalo envolvendo a polícia de Saitama veio à tona com a prisão de um jovem policial acusado de furtar cartas colecionáveis de anime que estavam sob custódia como evidência em um caso criminal. Toshiyuki Fujioka, de 25 anos, oficial da divisão de investigação criminal da Delegacia de Hanyu, foi preso na quarta-feira, dia 7 de janeiro, após admitir o crime. Segundo as autoridades, ele vendeu as cartas e usou todo o dinheiro em apostas de corrida de cavalos.
Fujioka é suspeito de ter furtado nove cartas de anime de um armazenamento de provas dentro da própria delegacia entre os dias 11 de outubro e 25 de novembro de 2025. As cartas, de alto valor, faziam parte de um lote maior apreendido como prova em casos de furto em lojas da província de Saitama. Curiosamente, o próprio Fujioka era o investigador responsável pelo caso do qual as evidências foram roubadas, o que lhe dava acesso privilegiado ao local de armazenamento.
De acordo com a investigação, o policial vendeu oito das nove cartas para lojas de compra e venda de itens usados em Saitama e Tóquio. O valor total da venda foi de aproximadamente 742.500 ienes, com a carta mais valiosa sendo negociada por 275.000 ienes. A nona carta foi encontrada em sua posse. Em seu depoimento, Fujioka foi direto ao confessar o motivo: “Gastei tudo em corrida de cavalo. Não consegui controlar meu desejo de apostar”.
O furto foi descoberto no final de novembro, quando outro investigador foi ao depósito para recuperar as evidências e notou que nove cartas estavam faltando. Uma averiguação interna foi iniciada, resultando na prisão do agente. O inspetor-chefe da polícia da província, Katsuya Saito, emitiu um comunicado expressando profundo constrangimento com o ocorrido. “É verdadeiramente lamentável que um funcionário tenha sido preso. Agiremos com rigor com base nos resultados da investigação em andamento”, afirmou Saito.
Fujioka ingressou na Delegacia de Hanyu em setembro de 2023 e foi transferido para a divisão criminal em março do ano passado. Até então, não havia registros de problemas em sua conduta profissional. O caso expõe uma grave violação de confiança e procedimentos dentro da força policial, levantando questões sobre os controles internos para o manuseio de evidências valiosas.
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