Escassez de memória RAM deve aumentar preços de smartphones e PCs em 2024
Demanda por inteligência artificial pressiona produção de componentes essenciais
A rápida expansão da inteligência artificial (IA) está provocando um efeito colateral inesperado no mercado de eletrônicos: a falta de memória RAM. O componente, responsável pelo armazenamento temporário de dados em dispositivos como smartphones e computadores, tornou-se item crítico diante da corrida tecnológica. Segundo projeções de uma empresa de pesquisa privada, os preços médios desses aparelhos podem subir entre 6% e 8% ainda este ano.
O avanço da IA exige cada vez mais poder de processamento e capacidade de memória, tanto em data centers quanto em dispositivos de uso pessoal. Modelos de linguagem, assistentes virtuais e tarefas de aprendizado de máquina consomem grandes volumes de dados em tempo real, o que acelera a necessidade de chips de memória mais rápidos e eficientes. Esse aumento de demanda, somado a gargalos na cadeia de suprimentos, tem gerado um desequilíbrio entre oferta e procura.
Pesquisadores apontam que a produção de memórias RAM, especialmente os modelos mais avançados como DDR5 e LPDDR5, não consegue acompanhar o ritmo da adoção da IA. Fabricantes de semicondutores enfrentam desafios como a escassez de matérias-primas e a complexidade dos processos de litografia. Como resultado, os custos de fabricação sobem, e o repasse ao consumidor final torna-se inevitável.
Para quem planeja comprar um novo smartphone ou notebook nos próximos meses, a orientação é ficar atento às flutuações de preço. Alguns analistas acreditam que a tendência de alta pode se estender até 2025, caso novos investimentos em fábricas não entrem em operação rapidamente. Empresas do setor já anunciaram planos de expansão, mas os efeitos práticos devem demorar a chegar ao varejo.
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