Análise: Silêncio de Putin sobre Venezuela e Ucrânia preocupa especialistas

Silêncio estratégico? Análise aponta limites do poder russo diante de ações dos EUA

Enquanto conflito na Ucrânia se arrasta, postura reservada de Moscou em outros cenários gera questionamentos

Um dos aspectos mais notáveis do turbulento início de 2026 tem sido o silêncio quase total do presidente russo, Vladimir Putin, diante do que analistas classificam como aventurismo americano, especialmente na Venezuela. Esta postura contrasta com a retórica habitual do líder russo, que historicamente não hesitava em acusar os Estados Unidos de imperialismo, decadência e hipocrisia. Sua contenção atual é significativa e, segundo especialistas, deve preocupar tanto a Ucrânia quanto a Europa.

A primeira oportunidade clara para uma reação veio quando aeronaves norte-americanas violaram o espaço aéreo venezuelano, desembarcaram forças especiais no coração da capital Caracas e capturaram o presidente Nicolás Maduro, aliado de Moscou. Maduro supostamente estava sob a proteção de baterias de defesa aérea russas S-300 e de guarda-costas cubanos, também aliados da Rússia. No entanto, os sistemas S-300 não funcionaram, os cubanos foram mortos e Putin manteve-se em silêncio absoluto sobre o episódio.

Analistas de política internacional interpretam esta relutância em se envolver em outras crises globais, enquanto a invasão da Ucrânia continua, como um sinal da capacidade limitada da Rússia de projetar e afirmar seu poder simultaneamente em múltiplas frentes. O foco e os recursos parecem estar integralmente direcionados ao conflito ucraniano, deixando Moscou aparentemente incapaz de reagir de forma significativa a desafios em outras regiões onde possui interesses estratégicos declarados.

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