Ano de transformações: Expo abre em Osaka enquanto Japão pode ter sua primeira premiê.

Japão 2025: Entre a Expo de Osaka e a Primeira Mulher no Poder

Um ano de marcos históricos define o país, mesclando inovação, transformação política e desafios culturais

O ano de 2025 se consolida como um período de profundas transformações e marcos históricos para o Japão. Enquanto a Exposição Mundial Expo 2025 abre suas portas em Osaka para projetar o futuro da sociedade, o cenário político nacional vive a iminência de uma revolução: a possível confirmação de Sanae Takaichi como a primeira mulher a assumir o cargo de primeira-ministra do país. Este momento único acontece em meio a um boom turístico sem precedentes, que traz receitas e novos debates culturais.

A Expo 2025, inaugurada em Osaka no último mês de abril, opera sob o tema “Projetar a sociedade do futuro para as nossas vidas”. O evento, que é o segundo do tipo sediado pela cidade, reúne cerca de 180 países, regiões e organizações em dezenas de pavilhões com designs futuristas. Durante a cerimônia de abertura, o atual primeiro-ministro, Shigeru Ishiba, expressou a esperança de que a Expo ajude a restaurar a unidade global em um mundo marcado por divisões, reunindo pessoas para discutir vida, tecnologia e cultura.

Paralelamente ao evento internacional, o Japão se prepara para uma mudança histórica em sua política doméstica. Sanae Takaichi, vitoriosa na eleição interna do Partido Liberal Democrata (PLD), está prestes a ser votada pelo Parlamento como a nova primeira-ministra. Caso confirmada no dia 21 de outubro, Takaichi se tornará a primeira mulher a ocupar o cargo mais alto do governo japonês, um marco em um país onde a liderança feminina em posições de topo ainda é sub-representada. Sua ascensão, no entanto, não será simples, marcada pela saída do parceiro de coalizão Komeito e pela necessidade de construir uma nova base de apoio parlamentar.

Este cenário de abertura e projeção internacional ocorre durante um fluxo recorde de turistas para o arquipélago. Apenas no primeiro semestre de 2025, mais de 21,5 milhões de visitantes estrangeiros entraram no Japão, um número impulsionado pela Expo, por eventos esportivos e pela desvalorização do iene. Este influxo massivo, contudo, gera choques culturais, como o debate em torno do hábito de dar gorjetas, uma prática vista como desnecessária e até ofensiva pela maioria dos japoneses, que consideram o bom serviço uma obrigação básica e não um extra a ser remunerado.

Enquanto o país celebra sua inovação na Expo de Osaka e se abre para o mundo, a possível chegada de uma mulher ao comando do governo simboliza uma potencial virada na tradicional estrutura de poder japonesa. O resultado dessa votação parlamentar definirá não apenas um novo capítulo na política do país, mas também seu rumo em temas cruciais como segurança, crescimento econômico e relações internacionais nos próximos anos.

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