Pesquisa com parlamentares japoneses revela apoio limitado a tratado que proíbe armas nucleares
Nihon Hidankyo, grupo de sobreviventes das bombas atômicas, divulgou dados que mostram desafio na busca pelo desarmamento
Uma pesquisa conduzida pela organização de sobreviventes das bombas atômicas, Nihon Hidankyo, mostrou que 117 parlamentares japoneses acreditam que o país deve assinar e ratificar o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares. O resultado, no entanto, veio acompanhado de uma baixíssima taxa de respostas, levantando questões sobre o engajamento dos legisladores no tema.
Apenas 20% dos membros da Dieta, o parlamento japonês, responderam à enquete. De forma significativa, nenhum membro do Partido Liberal Democrata, que atualmente está no poder, forneceu qualquer resposta ao questionário. A pesquisa foi divulgada em uma coletiva de imprensa realizada em Tóquio.
Terumi Tanaka, de 93 anos, co-presidente do Nihon Hidankyo, expressou profunda decepção com o resultado. “É muito decepcionante que nenhum membro do PLD tenha respondido”, afirmou durante a entrevista coletiva. Ele enfatizou a necessidade de que os parlamentares tenham “posições sólidas” sobre um assunto de tamanha importância para a segurança global e para a memória histórica do Japão.
A pesquisa destaca o delicado equilíbrio que o Japão, único país a sofrer ataques nucleares em guerra, enfrenta entre o apelo pelo desarmamento global e suas alianças de segurança contemporâneas, que dependem do chamado “guarda-chuva nuclear” dos Estados Unidos.
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